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domingo, 17 de maio de 2009

Novo Perfil Executivo

Postado por: Raffael Pinho
O perfil do executivo no Brasil vem mudando nos últimos anos. A figura do “workaholic” dos anos 80 e 90 não sugere mais qualidade de trabalho e sim preocupações com vida pessoal e, muitas vezes, falta de foco. Para equilibrar sua vida emocionalmente, o novo executivo precisa ter tempo para projetos pessoais, hobbies, estudo e relacionamentos com famílias, amigos e sociedade.

Um artigo publicado dia 13/05 na Gazeta Mercantil SP (Caderno D - Pág. 7) diz que as empresas também estão percebendo a importância desse equilíbrio pessoal para o funcionário. É necessário ao profissional se relacionar, compartilhar emoções e experiências e sentir-se inserido numa sociedade, para assim evoluir como ser humano e sentir-se motivado a tomar decisões com maior tranqüilidade e sabedoria.

O executivo que possui sua vida em pleno equilíbrio de atividades se relaciona muito bem com as pessoas, entende mais o próximo e está disposto a aprender mais por simples interesse sem necessidade externa ou pressão, além disso, é capaz de perceber soluções para sua rotina mais facilmente, contribuindo para a evolução de toda a empresa.

Quando falamos hoje sobre ambiente de trabalho atrelado à qualidade de vida, pensamos em empresas grandes e super modernas como o Google, mas isso vem se tornando uma realidade nos últimos anos. Um sinal dessa evolução é que hoje profissionais prestigiados buscam cada vez mais empresas com maiores áreas para reuniões, que estimulem discussões corporativas e proporcionem trocas de experiências profissionais e até mesmo pessoais. O mercado já percebeu isso e vem se modernizando para oferecer mais qualidade de vida a fim de atrair novos talentos.

Esse novo perfil de executivo é fruto da necessidade que o “profissional do futuro” tem hoje de conciliar sua vida pessoal com a profissional e de possuir cada vez mais carisma e criatividade para ser bem sucedido. As empresas mais modernas já entenderam a importância de proporcionar melhor qualidade de vida para seus funcionários, a fim de torná-los capazes de pensar com mais clareza e que de não encarar a rotina negativamente, mas sim como um reaprendizado diário, uma oportunidade de rever conceitos e quebrar paradigmas.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Etiquetas Inteligentes

Postado por: Ricardo Lemos
12 mil é a média de SKUs das lojas varejistas brasileiras. Agora imaginem ter que alterar cerca de 45% deste número toda vez que é realizada uma ação promocional?

A falha humana que pode ocorrer ao substituir cada uma das etiquetas nas gôndolas pode ser muito prejudicial à estratégia da loja. O risco de o consumidor visualizar o produto e não identificar o preço corretamente é muito alto nestes casos o que significa perda de venda, insatisfação do consumidor e prejuízo para a marca.

Observando este cenário, algumas empresas de tecnologia resolveram investir neste setor. No exterior, principalmente Estados Unidos e Alemanha, já encontramos alguns retailers com as chamadas etiquetas eletrônicas. Estas etiquetas possuem diversos tamanhos e um pequeno visor LCD que permite ao consumidor visualizar o preço de venda do produto na gôndola. A tecnologia é totalmente integrada ao banco de dados da empresa e permite alterar o preço a qualquer hora para todas as lojas ao mesmo tempo. A única preocupação do varejista será de modular e planogramar corretamente suas gôndolas para que não tenha risco de precificar um produto errado.

No Brasil existem dois exemplos de empresas que já utilizam esta tecnologia. O Grupo Pão de Açúcar criou uma loja modelo em sua filial do shopping Iguatemi em São Paulo e a Cooperativa de Consumo (Coop), uma pequena rede de supermercados de São Paulo, investiu R$550 mil para compra das etiquetas da Unisys.

Com a tendência atual de aumento do sortimento como forma de obter vantagem competitiva em relação aos concorrentes, será necessário cada vez mais investimento em novas tecnologias de precificação. O varejo brasileiro já visualiza esta necessidade e, terão vitórias aqueles que se anteciparem aos demais players do mercado.

É provável que em poucos anos este tipo de tecnologia seja tão comum quanto os leitores de código de barras que surgiu no meio da década de 80, mas consolidou-se na década de 90.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Topper, uma nova Havaianas?

Postado por: Maurício Lobato
A São Paulo Alpargatas,reconhecida pela transformação do posicionamento e internacionalização da marca Havaianas, e detentora das renomadas Timberland, Mizuno, Rainha, Dupé, Topper e outras; em Janeiro desse ano comprou a Alpargatas Argentina, viabilizando as operações conjuntas entre as duas facetas da marca. No Brasil o foco sempre foi o futebol masculino (responsável por 20% de Market Share) e na Argentina a linha era mais estendida, atuando em diversos esportes e linha feminina (32% de Market Share – líder).

Agora com o posicionamento redesenhado, as operações unificadas e um investimento maciço de R$38,3 milhões para que a nova proposta “Garra e irreverência latina” se torne uma febre; a meta de médio prazo é fazer com que a Topper se torne o sucesso que são as Havaianas (exportando para 80 países).

Os investimentos são pesados e proporcionais à ousadia que a Cia está tendo de tentar brigar no futuro próximo com players como Nike e Adidas. Com certeza será muito difícil sobressair em um mercado como esse, onde a áurea do intangível da marca está tão presente quanto a tangibilidade dos benefícios do produto. Não duvidando da expertise da Alpargatas para tal, mas o desafio de tornar a Topper uma nova Havaianas para o segmento esportivo é extremamente difícil.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Inovação e Criatividade

Postado por: Raffael Pinho


A fotografia sempre teve um espaço importante no mundo de negócios, pois é capaz de confundir arte com vendas. Somos sempre atraídos por anúncios com belas imagens e produtos com belas fotos em sites e catálogos. A fotografia consegue comunicar valor, estilo de vida, status e despertar o desejo. A fotografia é arte e a arte vende.

Pensando nisso que um estúdio baseado em Yorkshire (Inglaterra) criou o novo serviço chamado We Shoot Bottles (http://www.weshootbottles.com/). A idéia é produzir fotografias de alta definição e qualidade de qualquer coisa, de bebidas alcoólicas à alvejantes de roupas, desde que seja produzido em uma garrafa.

Os clientes enviam suas garrafas para o estúdio, onde as fotos são tiradas por um fotógrafo profissional e tratadas digitalmente, depois as imagens são disponibilizadas no Bottle Bank (banco de imagem da empresa), onde os clientes podem acessar. Existe também a opção de envio das imagens em um CD, e se o cliente desejar o estúdio ainda pode enviar a garrafa de volta.

O serviço é relativamente barato: £30 por garrafa (aproximadamente R$100) e há descontos por volume. Aliás, esse é outro diferencial do We Shoot Bottles. O site é bem simples e direto, e com apenas uma página é capaz de resumir todo serviço em menos de 130 palavras até chegar ao preço. Ao contrário de sites que oferecem um serviço similar, preços são exibidos de maneira clara, não há nenhuma valorização extrema.

O serviço é inovador e é oferecido pelo estúdio Red Phography (http://www.redphotography.com/). Resta saber se pretendem expandir para outras categorias de produtos.

domingo, 10 de maio de 2009

O Twitter Estratégico

Postado por: Ricardo Lemos

Criado em 2006 pela Obvious Corp, uma empresa americana de São Francisco, o Twitter é um fenômeno em todo o mundo.

O Twitter é uma rede social, como Orkut e Facebook, que possui como conceito transmitir informação de forma rápida para todos aqueles que assinarem o perfil. Para isso o usuário posta o que desejar em até 140 caracteres.

Com a popularização no Brasil, não tardará vermos em sua página inicial recados como:

“Estou indo tomar um chopp na Lapa, quem está afim? Qualquer coisa apareçam!”

“O trânsito na Presidente Vargas está intenso... Evitem esse caminho!

Agora vamos mais a fundo e questionar: E se utilizarmos esta ferramenta como uma estratégia para ganhar consumidores?

Os varejistas hoje estão em uma disputa acirrada para conquistar novos clientes e manter os que já possuem. Com o acesso às opções de compra pela Internet, pelo telefone e por outros canais mais cômodos, o consumidor tem sido procurado como diamantes em meio a tantos concorrentes no mercado.

Uma estratégia para atrair consumidores é a propaganda. A propaganda, como o próprio nome diz possui a função de propagar idéias, mostrar seu sortimento, vender seu produto. Mas enganam-se aqueles que pensam que propaganda é somente isso, vender produtos, a maior vantagem da propaganda é manter o nome e a marca na mente do consumidor, a ponto de que quando ele for comprar algo, ele decida por aquela empresa que está na mente dele.

Como o Twitter é uma ferramenta com o objetivo de propagar informações de forma rápida, seria uma opção de baixo custo para qualquer empresa disponibilizar este serviço para seus clientes.

A empresa seleciona quais produtos participam e junto com informações de briefing e preço disponibiliza um link apontando para seu site.

Pode inclusive ir mais além, como divulgar promoções, eventos e ofertas relâmpagos em determinadas lojas com o objetivo de aumentar a circulação dos clientes em seu interior, assim, o cliente “antenado” no Twitter estaria sempre em contato com a empresa.

Algumas empresas de e-comerce como o Compra fácil, Submarino, Dell e Tecnisa já adotaram este formato.

A Tecnisa no seu primeiro dia de divulgaçao pela rede social obteve mais cadastros que um anuncio on line no formato display. Já a Dell vendeu cerca de 1 milhão de dólares em todo o mundo utilizando a ferramenta e, de acordo com sua CEO para a América Latina, o volume de vendas da filial brasileira segue de acordo com as expectativas.

sábado, 9 de maio de 2009

Youtube gera prejuízo ao Google

“O YouTube, comprado pelo gigante Google por 1,65 bilhões, gera hoje um prejuízo diário por volta de 1,6 milhão de dólares, segundo o site Slashdot. Cada usuário que visita o domínio custa entre US$ 1 e US$ 2. E suas principais fontes de gastos estão relacionadas a aquisição de conteúdo, tráfego de dados e armazenamento.

O portal de vídeos de maior sucesso hoje na internet sofre com a contradição de não ter conseguido desenvolver um modelo de negócios que seja rentável, mesmo sendo um sucesso de audiência. A pergunta que fica é: se o Google, que exerce um monopólio no mercado publicitário na internet, não é capaz de gerar benefícios com a publicidade do seu próprio portal de vídeos, quem poderá fazer?”


Fonte: Geek

A inovação sempre foi uma característica marcante no Google, onde são oferecidos os mais diversos tipos de serviços (sendo boa parte deles gratuitos). Além da venda de publicidade, o Google espera firmar acordos com empresas como Disney, Warner, para poder exibir seus conteúdos. Com isso procura-se atrair mais audiência para o canal, e conseqüentemente mais anunciantes.

Sempre a frente de seu tempo, a empresa, que desenvolveu modelos de serviços que ditam hoje tendências dentro da internet, inadvertidamente depara-se com o fato de que simplesmente comprar algo que já é inovador parece não ser o suficiente para o sucesso do negócio.


Anderson Fortes

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Preservar é um bom Negócio para o varejo

É notório que o discurso de sustentabilidade que as empresas vêm adotando a alguns anos estão perdendo o papel de simples apelo de Marketing; esse tipo de ação passou a fazer parte da essência de muitas empresas, principalmente no varejo, onde o contato com a ponta da cadeia é mais intensa. Players como Carrefour, Pão de Açúcar e Wal Mart são exemplos importantes quando se refere a idéia; há alguns anos vêm praticando ações que servem de modelo para todos os segmentos do mercado.

Dando prosseguimento ao conceito de ecoeficiência, o Wal Mart lançou semana passada a sua primeira loja nesse formato em São Paulo (segunda no Brasil). A loja conta com mais de 60 iniciativas sustentáveis, que vão desde o uso de pneus reciclados para a substituição de calçadas, até estacionamentos exclusivos para carros bicombustíveis e com mais de três pessoas. A Cia tem como meta retratar até 2012 em todas as suas unidades.

Tais ações só terão frutos bons a colher, primeiramente que os consumidores começam a enxergar de maneira diferenciada a instituição (Ganhos compensatórios de Share of Mind) e em segundo, que todo o investimento feito nas diversas mudanças retornarão em forma de redução de gastos (água deve recuar 40% com seu reúso, e a energia, pelo menos 25%, pela utilização de luz solar e controle de luminosidade). Quando os varejistas despertarem para os benefícios que a ecoeficiência proporciona, será válido economizar um pouco nas grandes ações de promocionais, e adotar tal investimento.


Mauricio Lobato